Instituto da Inteligência

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DIGA O QUE SABE E PENSA SOBRE SAÚDE, EDUCAÇÃO, PSICOLOGIA, TALENTO E DESEMPENHO. ABERTO À PARTICIPAÇÃO DE COLABORADORES, CLIENTES E AMIGOS!

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ENSINO

Será que o ensino actual, imaginado, pensado e estruturado para a defunta sociedade fabril ainda serve para a sociedade da informação? Os estudiosos do assunto dizem que não.

As exigências intelectuais do século XXI são diferentes daquelas que serviram (em parte) para nós, pais. Mas o pior está para vir.

Dentro de 5 ou 10 anos a sociedade humana estará ainda mais mudada do que hoje. A nivel do mercado do trabalho as alterações vão continuar de forma imparável. As novas tecnologias, que terão repercussão em todos os sectores da nossa vida, vão continuar a surpreender-nos com desenvolvimentos inesperados.

A ciência aprofundará, cada vez mais, domínios que hoje estão ainda numa fase de descoberta.
A velocidade vertiginosa de transformações que estão a ocorrer nos países ocidentais, muito marcadas pela globalização e o desenvolvimento tecnológico, fizeram disparar os estudos sobre o futuro a médio prazo (5 a 15 anos) por parte de muitos governos e grandes empresas que pretendem colher o máximo de informações que lhes permitam estar preparados, com a maior antecipação possível, para os novos desafios ditados pela sociedade da Informação.

O tempo em que as mudanças sociais, económicas e tecnológicas ocorriam a um ritmo que permitia fazer previsões com algum nível de certeza quanto aos cenários futuros terminou. A velocidade tenderá a aumentar mais ainda e algumas coisas se sabem já. Uma delas prende-se com o trabalho. Neste sector nada será como dantes.

Os diversos estudos conhecidos alertam para o facto do ensino não estar a preparar devidamente as crianças e os jovens para o futuro daqui a 10 ou 15 anos. Há novas exigências de competitividade, talento e inteligência que não estão a ser levadas em conta. A escola actual não é compatível com a sociedade para onde está a lançar os alunos.

Informação Instituticional

Instituto da Inteligência
Serviços de Psicologia de Lisboa e Porto
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ACTUALIDADES

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E....BREVEMENTE:

Não será mais um espaço sobre Moda, Glamour, VIPs ou o JetSet. Não. É sobre PERSONALIDADE e como desenvolvê-la para podermos mais facilmente alcançar o sucesso numa sociedade cada vez mais exigente e competitiva...

Membros

  • Gisele Ap. Sanches Peres
  • Noémia Ferreira
  • tathiana alice sumida
  • Maria de Fatima Nunes Bento
  • Maria de Lourdes Bicalho
  • teresa maria amaral trindade sil
  • Dalila Maria Pereira Salvador
  • Cristina Gutierrez
  • Serafim Carvão
  • Eliane P. C de Souza
  • Sandra Maria Lourenço Nabais
  • Chiara Guilhermina Rêgo
  • CARLOS ALMEIDA
  • susy kely ezequiel leite
  • Fernanda Kotujansky
  • vania ferreira andrade
  • helder nunes gastao
  • Claudia Motta
  • marcos antonio dos santos
  • Teresa Margarida
  • donizete ferreira da silva
  • alexandre
  • vanessa vilane azevedo dos reis
  • Alda Maria dos Reis Nunes Silva
  • neusa quartarolo
  • Lucimar Pinto dos Reis carvalho
  • Raul Gomez vanegas

Notas

PALESTRA NAS ESCOLAS DO PORTO

O Instituto da Inteligência (1998-2010), já implantado em Portugal, Reino Unido, Brasil, América Latina e Angola está a promover uma palestra de 50 minutos para professores e/ou alunos sobre o tema A CONQUISTA DO FUTURO nas escolas secundárias do Porto.
 
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Criado por Instituto da Inteligência 11 Jan 2010 at 15:03. Atualizado pela última vez por Instituto da Inteligência 11 Jan.

CERTIFICAÇÃO EM PSICOLOGIA POSITIVA

Inscreva-se em

geral@institutodainteligencia.net

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Criado por Instituto da Inteligência 21 Out 2009 at 17:04. Atualizado pela última vez por Instituto da Inteligência 21. Out, 2009.

Outras fontes

Conheça-nos em PORTUGAL

www.infoinstitutodainteligencia.com

 

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Criado por Instituto da Inteligência 7 Abr 2009 at 10:49. Atualizado pela última vez por Instituto da Inteligência 2. Set, 2009.

Conheça-nos no Brasil

www.institutodainteligencia.com.br

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Criado por Instituto da Inteligência 2 Set 2009 at 16:16. Atualizado pela última vez por Instituto da Inteligência 2. Set, 2009.

TOME NOTA

Contactos geral@institutodainteligencia.net

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Criado por Instituto da Inteligência 19 Jun 2009 at 11:45. Atualizado pela última vez por Instituto da Inteligência 6. Jul, 2009.

Mensagens de blog

Instituto da Inteligência

TEMPOS DA ANGÚSTIA. TEMPOS DE ESPERANÇA.



Vivemos numa época difícil da Humanidade. Mais do que em qualquer outro tempo da história humana, este momento que atravessamos é particularmente inquietante. Na verdade, estamos bem no centro de uma encruzilhada onde ideias, convicções, modelos e certezas do pas

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Postado por Instituto da Inteligência em 7 fevereiro 2010 às 19:13

Instituto da Inteligência

O HOMEM: PRODUTO DA NATUREZA E DA SOCIEDADE

“... o único animal que conheceu essa ruptura, essa passagem do fantástico mundo da natureza a um mundo em que o essencial dos comportamentos e de sua evolução passa a ser relacionado a um fenômeno civilizatório, é o homem.”


Os temas relacionados com os avanços científicos da biotecnologia, da sociobiologia e de áreas afins têm ocupado espaç

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Postado por Instituto da Inteligência em 7 fevereiro 2010 às 19:05

Prof. João Beauclair

Os 7’as: bem estar e qualidade de vida.



Os 7’as: bem estar e qualidade de vida.
Prof. João Beauclair


Refletir sobre qualidade de vida, sobre bem estar e nossas relações interpessoais perpassa por atitudes de proposição de melhoria do nosso próprio modo de sermos viventes.
Ao longo de nossas histórias de vida, vamos aprendendo a lidar com a busc… Continuar

Postado por Prof. João Beauclair em 31 janeiro 2010 às 16:30

Diocelio Xavier Rocha

Esmagados pelas Circunstâncias


Aos poucos, seu brilho, que se tornara fosco, com o passar do tempo, desaparecia lentamente. Seus olhos, que antes eram ávidos pela vida, perderam o refulgente esplendor e fecharam-se tal qual a cortina daquele velho teatro após um espetáculo. Pele envelhecida, violentada pelo desgosto. Incapaz de soerguer… Continuar

Postado por Diocelio Xavier Rocha em 28 janeiro 2010 às 23:44

Fórum

Carlos  Brito

Energia Positiva ...Sempre 6 respostas 

Iniciado por Carlos Brito em Exemplo de título. Última resposta de Maria do Rosário Gaspar Gonçalve 7 Fev.

Davi  Almeida

Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem? 5 respostas 

Iniciado por Davi Almeida em Não-categorizado. Última resposta de Alda Maria dos Reis Nunes Silva 28 Jan.

António Merim

Tira melhores notas!

Iniciado por António Merim em Exemplo de título 17 Jan.

Joedes A. Machado

Sonho realmente mostra o futuro - Incrivel 1 resposta 

Iniciado por Joedes A. Machado em Exemplo de título. Última resposta de Ezequiel Luiz da Silva 15 Jan.

Sandra

Pr ser feliiz ........................................ 1 resposta 

Iniciado por Sandra em Exemplo de título. Última resposta de Ana Oliveira 30. Nov, 2009.

Instituto da Inteligência

Cérebro e Estados Mentais 3 respostas 

Iniciado por Instituto da Inteligência em Não-categorizado. Última resposta de Marcelo Arantes Rebellato 12. Out, 2009.

Daniela Reis

Quem sou eu? 8 respostas 

Iniciado por Daniela Reis em Exemplo de título. Última resposta de Ricardo Lima 27. Ago, 2009.

Amanda Gama

O QUE VOCÊ FAZ PARA MELHORAR O MUNDO A SUA VOLTA? 6 respostas 

Iniciado por Amanda Gama em Exemplo de título. Última resposta de Carlos Brito 12. Ago, 2009.

Carlos Alberto Silva

AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR...

Iniciado por Carlos Alberto Silva em Exemplo de título 30. Jul, 2009.

Liliana Miranda

"O Cérebro recebe a Consciência, mas não a reproduz" Pim van Lommel (Cardiologista) 1 resposta 

Iniciado por Liliana Miranda em Exemplo de título. Última resposta de Instituto da Inteligência 24. Jul, 2009.

Renata Alexandre

???????????? Amor ou Loucura ???????????? 8 respostas 

Iniciado por Renata Alexandre em Exemplo de título. Última resposta de ALDECY DE S. ALMEIDA CARNEIRO 1. Jul, 2009.

Instituto da Inteligência

O papel da mente na saúde! 8 respostas 

Iniciado por Instituto da Inteligência em Exemplo de título. Última resposta de branca da silva leite 16. Jun, 2009.

Marco Sousa

Crianças Indigo! Um mito social ou uma realidade? 1 resposta 

Iniciado por Marco Sousa em Exemplo de título. Última resposta de Daniela Reis 30. Maio, 2009.

Marco Sousa

Experiências Espirituais 5 respostas 

Iniciado por Marco Sousa em Exemplo de título. Última resposta de Marco Sousa 13. Maio, 2009.

Instituto da Inteligência

Necessitamos de um novo tipo de educação escolar? 9 respostas 

Iniciado por Instituto da Inteligência em Não-categorizado. Última resposta de Ribamar FS 8. Maio, 2009.

Instituto da Inteligência

Educar para a Saúde! Como fazer? 4 respostas 

Iniciado por Instituto da Inteligência em Não-categorizado. Última resposta de Davi Almeida 4. Maio, 2009.

Psicologia Integral

A ideosfera

A ideosfera não considerada como sendo um espaço físico, mas se encontrando “no interior das mentes” de todos os seres humanos. Também é aceite que a internet, os livros e outras mídias podem ser consideradas como parte da ideosfera.
De acordo com o filósofo japonês Yasuhiko Kimura, no momento actual a ideosfera estaria na forma de uma "ideosfera concêntrica”, com as idéias sendo geradas por algumas poucas pessoas e as demais unicamente recebendo e aceitando-as por serem provindas daquelas “autoridades externas”. Kimura defende a criação de uma “ideosfera omnicêntrica” (omnicentric ideosphere), na qual todos os indivíduos participem de forma efectiva, criando novas idéias e interagindo entre si na condição de “auto-autoridades” (self-authorities).

A MATRIZ MENTAL NO MUNDO



Actuando num clima de instabilidade/complexidade/incerteza, os líderes são forçados a trabalhar num quadro mental diferente daquele que os estados de estabilidade, coerência e coesão requerem.

No mundo actual, as organizações de excelência funcionam num estado de instabilidade dita limitada. Esta instabilidade é agora uma propriedade fundamental dos sistemas de negócios e governação bem sucedidos. Ela é condição-chave para provocar a inovação, ou seja, a procura de ordem a partir do caos.

Foi já em 1992 que o conhecido autor Ralph Stacey escreveu que a ciência da complexidade dos sistemas dinâmicos proporciona um modelo mental totalmente diferente para interpretar o comportamento de negócios e projectar acções de gestão inovadoras (in Managing Chaos).

O mundo dos negócios mas também da governação política é cada vez mais ditado por um feedback interactivo contínuo (semelhante ao dos jogos competitivos verdadeiros), com muitos aspectos instáveis.

Neste tipo de cenários caóticos, os líderes não podem confundir êxito com simples estabilidade (esta é sempre temporária e pode ser enganadora). A governação é feita cada vez mais à vista desarmada mas apoiada com o máximo de dados e informações provenientes de diversos lados. E, assim, "procurarão interagir criativamente com as outras pessoas que constituem a envolvente do seu negócio" (Stacey), isto é, colegas, trabalhadores da empresa, parceiros de negócio, clientes, fornecedores, consumidores finais, entidades públicas diversas, etc.).

Assim, diz Stacey, "adoptar uma perspectiva de sistemas dinâmicos leva a uma resposta diferente (do equilíbrio estável próprio de épocas anteriores). (...) que reconhece a importância da contradição e da tensão criativa".

A aprendizagem torna-se então numa necessidade imperativa. Os gestores têm de abandonar velhas crenças, procedimentos e talvez modelos mentais já esgotados. A aprendizagem de um novo modelo mental é complexa, pode ser entendida como algo ameaçador, é geradora de ansiedade e toca, por vezes, em características pessoais profundas.

OS FEITICEIROS DA ESPIRAL

Da formação de um líder devem hoje constar conhecimentos cruciais sobre os diferentes tipos de mentes com os quais trabalha. As pessoas possuem sistemas de ideias, crenças e valores que podem ser profundamente diferentes de indivíduo para indivíduo mesmo que mergulhados na mesma cultura e na mesma sociedade.

A diferença encontra-se nos "estádios distintos de desenvolvimento da consciência" os quais fazem com que uma pessoa possa estar num patamar de desenvolvimento totalmente diferente até do da sua esposa fazendo com que subtilmente (ou de forma mais vigorosa) ocorram conflitos, incompreensões e desentendimentos, muitas vezes reclamados como "tu não entendes o que eu quero dizer", na verdade significando que "tu não entendes a minha mente e o que eu PENSO sobre aquilo que, afinal, nos separa"!

É algo mais profundo do que acontece com as vulgares "diferenças de opinião" ou "níveis de cultura e saber". Tem a ver muito mais com a "consciência profunda" onde se alojam a visão do mundo, os sistemas particulares de valores, o nível de existência psicológica e as estruturas de ideias e formas de pensar proprias de cada sujeito.

Baseados no trabalho pioneiro de Clare Graves, Beck e Cowan propuseram um modelo de desenvolvimento humano que, devido à sua configu-ração, recebeu o nome de Dinâmica da Espiral. Este modelo tem sido validado e não refutado por diferentes pesquisas. Segundo este modelo, o ser humano nasce no estádio 1 e pode evoluir até ao estádio 9 dependendo essa evolução de múltiplos factores psicológicos, culturais e sociais. Escreveu Graves: “é um processo espiralado, emergente, oscilante, marcado por uma progressiva subordinação de sistemas de comportamento mais antigos e de ordem inferior a sistemas mais recentes, de ordem superior, que ocorre à medida que os problemas existenciais de um indivíduo se alteram“.

A existência humana, segundo Graves, contem numerosos, provavelmente infinitos, modos de ser, enraizados precisamente nos imensos potenciais do cérebro hierarquicamente estruturado da humanidade. Mas a dinâmica humana faz com que diferentes indivíduos estejam a viver em diferentes níveis de percepção, visões do mundo e estilos de vida. Num mesmo país, numa mesma rua, encontramos indivíduos cujo estádio de desenvolvimento se distingue dos seus vizinhos, se bem que a tendência seja para se agruparem em função da partilha dos mesmos sistemas de crenças, valores e níveis de existência.

Assim, cada um dos sucessivos estádios, ondas ou níveis de existência é uma condição pela qual as pessoas passam no seu percurso rumo a estádios de existência distintos, com psicologias próprias e ajustadas a cada nível: sentimentos, motivações, ética e valores, bioquímica, grau de activação neurológica, sistema de aprendizagem, sistemas de crenças, conceito de saúde mental, conceitos e preferências relativamente a negócios, educação, economia e teoria e prática políticas (Graves,1984).

Beck e Cowan desenvolveram então o conceito de vMEME tendo como ponto de partida o termo “meme” proposto por Mihaly Csikszentmihaly em 1993. Um vMEME é um meta-meme, isto é, um princípio organizador da existência humana que actua nas nossas mentes através de crenças, estilos de vida, tendências de linguagem, normas culturais, formas de arte, expressões religiosas, modelos económicos, etc. Os vMEME codificam instruções para as nossas perspectivas do mundo, as suposições de como tudo funciona e a fundamentação lógica para as decisões que tomamos. Os vMEME representam as influências ambientais (culturais, sociais, educacionais, etc) que moldam não apenas as nossas mentes como as próprias células do cérebro. Eles circulam profundamente nos sistemas humanos e pulsam no centro das escolhas e da inteligência de cada indivíduo. São um produto da interacção do equipamento nos nossos sistemas nervosos com o ambiente e as condições de existência (onde se destacam o tempo, o lugar, os desafios e as circunstâncias) que enfrentamos.

Os vMEMES actuam a três níveis distintos: indivíduos (modelando as suas vidas e os seus valores, da sobrevivência mais básica no aldeão global até ao mais inacessível pensador); as organizações (determinando o seu sucesso ou o seu fracasso no mercado competitivo); e as sociedades (locais ou nacionais) que seguem modelos de existência dependentes de vMEMES com diferentes sentidos (democrático, conservador, etc).

O modelo da Dinâmica da Espiral foi já testado em mais de 50 mil pessoas de todo o mundo e mantem-se válido. Ele apresenta-se, graficamente, com este aspecto:


Baseados no trabalho pioneiro de Clare Graves, Beck e Cowan propuseram um modelo de desenvolvimento humano que, devido à sua configuração, recebeu o nome de Dinâmica da Espiral. Este modelo tem sido validado e não refutado por diferentes pesquisas. Segundo este modelo, o ser humano nasce no estádio 1 e pode evoluir até ao estádio 9 dependendo essa evolução de múltiplos factores psicológicos, culturais e sociais. Escreveu Graves: “é um processo espiralado, emergente, oscilante, marcado por uma progressiva subordinação de sistemas de comportamento mais antigos e de ordem inferior a sistemas mais recentes, de ordem superior, que ocorre à medida que os problemas existenciais de um indivíduo se alteram“.

A existência humana, segundo Graves, contem numerosos, provavelmente infinitos, modos de ser, enraizados precisamente nos imensos potenciais do cérebro hierarquicamente estruturado da humanidade. Mas a dinâmica humana faz com que diferentes indivíduos estejam a viver em diferentes níveis de percepção, visões do mundo e estilos de vida. Num mesmo país, numa mesma rua, encontramos indivíduos cujo estádio de desenvolvimento se distingue dos seus vizinhos, se bem que a tendência seja para se agruparem em função da partilha dos mesmos sistemas de crenças, valores e níveis de existência.

Assim, cada um dos sucessivos estádios, ondas ou níveis de existência é uma condição pela qual as pessoas passam no seu percurso rumo a estádios de existência distintos, com psicologias próprias e ajustadas a cada nível: sentimentos, motivações, ética e valores, bioquímica, grau de activação neurológica, sistema de aprendizagem, sistemas de crenças, conceito de saúde mental, conceitos e preferências relativamente a negócios, educação, economia e teoria e prática políticas (Graves,1984).

Beck e Cowan desenvolveram então o conceito de vMEME tendo como ponto de partida o termo “meme” proposto por Mihaly Csikszentmihaly em 1993. Um vMEME é um meta-meme, isto é, um princípio organizador da existência humana que actua nas nossas mentes através de crenças, estilos de vida, tendências de linguagem, normas culturais, formas de arte, expressões religiosas, modelos económicos, etc. Os vMEME codificam instruções para as nossas perspectivas do mundo, as suposições de como tudo funciona e a fundamentação lógica para as decisões que tomamos. Os vMEME representam as influências ambientais (culturais, sociais, educacionais, etc) que moldam não apenas as nossas mentes como as próprias células do cérebro. Eles circulam profundamente nos sistemas humanos e pulsam no centro das escolhas e da inteligência de cada indivíduo. São um produto da interacção do equipamento nos nossos sistemas nervosos com o ambiente e as condições de existência (onde se destacam o tempo, o lugar, os desafios e as circunstâncias) que enfrentamos.

Os vMEMES actuam a três níveis distintos: indivíduos (modelando as suas vidas e os seus valores, da sobrevivência mais básica no aldeão global até ao mais inacessível pensador); as organizações (determinando o seu sucesso ou o seu fracasso no mercado competitivo); e as sociedades (locais ou nacionais) que seguem modelos de existência dependentes de vMEMES com diferentes sentidos (democrático, conservador, etc).

Wilber divide a espiral em dois grandes estádios: o primeiro contempla os níveis mais inferiores de desenvolvimento psicológico e onde se situa a maioria da população mundial (das nações, dos governos, das empresas); o segundo abrange os níveis mais evoluídos e contempla um número mais restricto mas psicologicamente e culturalmente poderoso.

São nove os níveis de evolução humana propostos por Ken Wilber com base no modelo inicial de Graves e conforme a predominância dos vários vMEMES:

Nível 1 (prevalece o instinto de sobrevivência, a prioridade é dada aos alimentos, ao calor, ao sexo e à segurança). Encontra-se ainda, segundo Wilber, em 0,1% da população adulta mas também se observa em todos os bebés recém-nascidos, nos sem-abrigo, nas massas de população faminta do Sudão e de outras regiões inóspitas.

Nível 2 (predomina o pensamento animista). Estão neste estádio cerca de 10% da população e pode ser encontrado nos gangs, nas “tribos” corporativas, nas populações devotadas a rituais mágicos, pactos de sangue, crenças e superstições étnicas de cariz mágico.

Nível 3 (mentalidade feudal). Encontram-se neste nível cerca de 20% da população adulta mundial e 5% do poder está nas suas mãos. Pertencem a este nível reinos feudais da Ásia muçulmana, líderes de gangs, juventude rebelde, crianças entre os 2 e os 3 anos de idade e mentalidades de fronteira (lutam sobretudo pela posse de territórios).

Nível 4 (mentalidade conservadora e corporativa). 40% da população adulta mundial vive neste nível de existência e detem 30% do poder. São exemplos a América puritana, a antiga China confucionista, o judaísmo hassídico, o fundamentalismo religioso cristão e islâmico, grupos como o Exército da Salvação, os escuteiros e ideias como o patriotismo, organizações corporativas, ordens (Malta, Maçonaria, etc).

Nível 5 (mentalidade racional-materialista). Encontra-se em 30% da população que detem 50% do poder actual. Indivíduos e sociedades altamente orientadas para os resultados: Wall Street, classes médias emergentes no mundo ocientalizado, colonialismo, indústria da moda, etc.

Nível 6 (ecológico e comunitário). Neste nível vivem cerca de 10% da população que detem 15% do poder. Sensíveis ao equilíbrio ecológico, contra as hierarquias estabelecidas, as pessoas que estão neste estádio são fortemente pluralistas, defendem o multiculturalismo e a igualdade. Encontram-se nos movimentos ecologistas, no idealismo holandês, nas organizações não-governamentais como os Médicos Sem Fronteiras, nos partidos “os verdes” da Europa, etc.

Nível 7 (integrador). Um por cento da população, com cinco por cento de poder situam-se neste nível. Defendem um mundo sem fronteiras, igualitário, transcendente, solidário. A flexibilidade, a espontaneidade e a funcionalidade têm prioridade máxima. Exemplos: a Teoria do Caos, a “nova física” de Fred Allan Wolf, ensinamentos de Deepak Chopra.

Nível 8 (holístico, visão global). Apenas 0,1% da população está neste estádio e detem 1% do poder. Crença principal: o mundo é um único organismo dinâmico, com a sua própria mente colectiva. Exemplos: o conceito de “aldeia global” de McLuhan, as ideias de Gandhi de harmonia pluralista, os ensinamentos do filósofo Ken Wilber, a “hipótese Gaia” de James Lavelock e a “noosfera” de Pierre Teilhard de Chardin.

O mais brilhante filósofo da actualidade - Ken Wilber - cujos ensinamentos são um exemplo do nível 8 defende um próximo estádio, o 9º:

Nível 9: (integral e holónico). Estará lentamente a emergir em alguns (poucos) núcleos. Wilber, em A Theory of Everything defende uma nova humanidade que altere radicalmente velhos paradigmas e conflitos despertando nos indivíduos o aproveitamento integral das potencialidades humanas. O núcleo central deste “movimento para cima” situa-se no Instituto Integral (Estados Unidos) e tem atraido personalidades e investigadores de distintas disciplinas tais como David Chalmers, Howard Gardner (teorizador das Inteligências Múltiplas), John Searle (conhecido estudioso do fenómeno da consciência), o físico Ervin Lasszlo, o biólogo Francisco Varela (entretanto falecido), Larry Dossey, etc.

Na chamada consciência de segunda camada (isto é, aquela que surge a partir do "estádio integrador", níveis 8 e 9) estão poucas pessoas "porque constitui, no presente momento, a linha da frente da evolução humana colectiva". São estes que estarão a mudar o mundo.
Os novos líderes, a quem os investigadores Don E Beck e Christopher C Cowan chamam de Feiticeiros da Espiral, devem seguir 5 princípios:

- reconhecer as forças mentais que existem "na cabeça" das pessoas que lideram;
- incorporar um estilo universal de liderança C-A-A (cortesia, abertura mental e autocracia positiva);
- exercer as opções de intervenção apropriada nas situações;
- seguir as seis "Regras do Polegar" (oportunamente desenvolverei esta ideia);
- activar o pensamento de segundo nível (estágio integrador e seguintes) para incidir na liderança.

Actualmente e porque os líderes do velho sistema (a sociedade conotada com a "2ª onda" de Alvin Tofler) ainda são a grande maioria, repartem-se por distintos estilos de liderança. São eles: o comunitário/tribal; o racional/económico; o moralista/prescritivo; e, o explorador/egocêntrico.
 
 

DIVERSIDADES

Será difícil ser feliz?

Um dos clássicos da psicologia moderna é o livro de Mihaly Csikszentmihalyi que em português levou o título FLUIR. Csikszentmihalyi era então (1990) professor de Psicologia e Educação da Universidade de Claremont (USA) e membro da Academia Nacional de Educação dos Estados Unidos.

Em FLUIR, o autor fala dos "estados de experiência óptima", "os estados em que uma pessoa desfruta verdadeiramente de alguma coisa ou em que se concentra activamente numa tarefa, a ponto de se esquecer de tudo o resto". Também conhecido como "estado de atenção fascinada" ou "estado de fluxo" representa uma fonte de energia para enfrentarmos com mais vigor e entusiasmo os desafios da vida.

Numa época em que tantos livros de auto-ajuda nos tentam apontar caminhos para a descoberta da felicidade esta obra é seguramente uma das mais completas e acessíveis com a vantagem adicional de ter um fundamento cientifico (o que nem sempre acontece com muitos livros de auto-ajuda de autorias duvidosas).

Livro destinado ao público em geral, FLUIR resume em quase 400 páginas de agradável leitura mais de 20 anos de" investigação sobre os aspectos positivos da experiência humana - a alegria, a criatividade, e o processo de envolvimento total com a vida a que chamei fluxo"- diz o autor.
Csikszentmihalyi descobriu, por exemplo, que a felicidade não acontece. Não resulta da sorte ou do acaso. É, sim, "um estado que cada um tem de preparar, cultivar e defender. As pessoas que sabem controlar a experiência interior conseguem determinar a qualidade das suas vidas, que é o máximo que se podem aproximar do "ser-se feliz".

A felicidade resulta então de um envolvimento profundo com cada pormenor das nossas vidas, bom ou mau. Não é tentando procurá-la directamente que a conquistamos da mesma maneira que procurar o sucesso não garante que este seja alcançado. Então como proceder?

Diz Csikszentmihalyi: "Os meus estudos do passado quarto de século convenceram-me de que há uma maneira. Trata-se de uma via circular que começa por conseguirmos controlar o conteúdo da nossa consciência".
Como então? Resposta: "A nossa percepção das vidas que temos resulta de muitas forças que modelam a nossa experiência, cada uma influenciando a nossa boa ou má disposição. A maioria dessas forças transcendem o nosso controlo. Não há muito a fazer quanto ao aspecto físico, ao temperamento ou à nossa constituição. Não podemos decidir - pelo menos por enquanto - a altura que atingiremos ou a beleza de que seremos dotados. Ou seja, há muitos factores a que atribuímos muita importância para a nossa felicidade mas que estão fora do nosso controlo.

"Contudo - escreve Csikszentmihalyi, - todos passamos por períodos em que, em vez de sermos esbofeteados por forças anónimas, sentimos que controlamos as nossas acções, que somos donos do nosso próprio destino. Nas raras situações em que tal acontece, temos uma sensação de enorme alegria, uma sensação profundo de gozo que guardamos longa e carinhosamente e se torna um marco na memória de como deveria ser a vida. É a isto que chamamos de "experiência óptima".

Estudos levados a efeito em diversos pontos do planeta levaram a equipa de investigadores de Csikszentmihalyi a verificar que estes estados podem ser vividos por qualquer pessoa, rica ou pobre, negra ou branca, jovem ou idosa.
Estes estudos, que foram iniciados na Universidade de Chicago, prolongaram-se depois por outros países e envolveram muitos cientistas da Alemanha, Itália, Japão e Austrália. Descobriu-se, por exemplo, que a vivência frequente de "estados de fluxo" não só contribui para a felicidade como também para a saúde e a longevidade.

Já o médico Deepak Chopra descobrira que "as pessoas que têm melhores resultados em qualquer empreendimento da vida geralmente seguem um padrão para administrar os seus desejos sem lutar indevidamente com o meio ambiente (os factores externos) colocam-se no fluxo".

O doutor Csikszentmihalyie defende que as pessoas devem tentar desenvolver uma personalidade "autolética", isto é, devem aprender a saber transformar as ameaças em desafios para poderem conservar a sua harmonia interior.
Para desenvolver tal personalidade são apenas necessárias quatro coisas:

1º definirmos objectivos claros a alcançar na vida e desenvolver competências para os atingir;
2º deixarmo-nos imergir pela actividade, ou seja, envolvermo-nos profundamente naquilo que fizermos;
3º prestarmos atenção ao que se passa à nossa volta, ou seja, concentração para nos podermos envolver tal como fazem os atletas de alta competição;
4º aprendermos a desfrutar da experiência imediata mesmo quando as condições são brutais e adversas.

Um alerta: o excesso de estímulos da vida actual (sons, luzes, imagens, etc) impedem o estado de fluxo porque a energia psíquica é demasiado fluida e errática. Pela mesma razão, a insegurança, a ansiedade e o egocentrismo excessivos impedem-nos de o alcançar. São entraves que se localizam no interior das pessoas.

Seria magnífico que a educação actual apostasse em ensinar às nossas crianças a desenvolverem personalidades autoléticas. Seriam mais felizes e mais tranquilas. E haveria menos queixas de hiperactividade nas escolas, desatenção, desmotivação, insucesso e ansiedade.
(para saber mais: Fluir, de Mihaly Csikszentmihalyi, Relógio d´Água Editores, Lisboa, 2002).

Valorizar a Vida

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Cada minuto de nossas vidas é uma oportunidade de melhoria contínua. Se desejamos viver mais e melhor e conquistar o direito de ser feliz, precisamos romper com o imobilismo e acabar com as desculpas. A transformação da realidade tem inicio no interior de cada um de nós! A condição “sine qua non” é que sejamos partícipes de um mesmo ideal: valorizar a vida e ter consciência da rapidez com que ela passa. Tal ideal requer atitudes que nos estimulem a buscar a cada dia, mecanismos para melhorar a convivência na sociedade, no trabalho, na família, com os amigos e a estabelecer novas relações de poder, centradas não apenas na hierarquia, mas no poder pessoal de criar, contribuir, somar, compartilhar e cooperar.

Se realmente queremos mais qualidade pessoal na nossa vida, se acreditamos que vale lutar pela conquista de um estilo de vida com mais prazer e felicidade, se queremos agregar valores que nos levem à excelência como seres humanos, o ponto de partida é voltar nosso olhar para dentro de nós mesmos e refletirmos sobre o que é possível fazer para buscar o equilíbrio nas dimensões, física, profissional, emocional, espiritual, intelectual, e social, sem perdermos de vista a concretização do nosso PROJECTO DE VIDA.

São “coisas simples” que podemos colocar em prática que certamente nos garantirão uma vida com mais qualidade:

1. Descubra seus limites e procure respeitá-los;
2. Cultive cada vez mais seu humor
3. Evite um estilo de vida sedentária. Pratique exercícios;
4. Apaixone-se pelo trabalho que está realizando;
5. Estabeleça prioridades em sua vida e aprenda a dizer não;
6. Evite desenvolver vários projetos ao mesmo tempo;
7. Exercite sua paciência. Relaxe!
8. Desenvolva sua simpatia para com os outros;
9. Use sua inteligência para enfrentar as crises sem sofrer demasiado;
10. Procure enxergar o lado positivo das coisas;
11. Consuma uma alimentação equilibrada;
12. Evite levar trabalho para casa;
13. Cultive o hábito de falar menos e ouvir mais;
14. Aprenda a meditar buscando a paz interior;
15. Crie o habito de “passar sua vida à limpo” diariamente;
16. Mantenha sempre uma atitude positiva diante da vida;
17. Não abra mão das suas férias e do seu lazer;
18. Procure administrar seu tempo com eficiência;
19. Procure estar bem consigo mesmo, com a família e com os amigos;
20. Faça diariamente alguma coisa que lhe dê prazer;
21. Tenha sempre em mente o “seu projecto de vida”.
O desafio é não deixar passar as oportunidades para adotar um novo estilo de vida, para um novo tempo, que nos permita alcançar o resultado que todos sonhamos: SER FELIZ!
Adaptado de um texto de Elizabet Garcia Campos, Psicóloga.

DIFÍCIL SER CRIATIVO, NÃO?

O desenho, a pintura, o canto e a música são alguns dos campos onde a imaginação das crianças habitualmente se manifesta com todo o seu esplendor. Muitos artistas de palmo e meio encantam-nos com a riqueza e plasticidade da sua produção imaginativa e inventiva.

As manifestações da criatividade através das actividades lúdicas constituem um meio de expressão fundamental de experiências e desejos. A capacidade inventiva das crianças representam algo mais do que a adição de inteligência + criatividade.

É o resultado de múltiplos factores onde a educação e o meio socio-cultural têm um peso muito grande.

Acontece que as crianças mais criativas têm, por vezes, dificuldades de integração na escola. A sua imaginação pode suscitar críticas e deixar os professores atónitos.

Margarida, uma menina de 10 anos, foi um dia interpelada pela professora para dizer o que significava a palavra "liberdade" ao que ela respondeu que "é assim uma coisa como o oceano!". A professora chamou-lhe a atenção para o facto de não estarem numa aula de Ciências da Natureza! Os colegas riram-se.
A Margarida ficou envergonhada.

Desde então nunca mais teve motivação para dizer coisas que lhe parecessem inapropriadas.

Obviamente, a Margarida dera uma resposta que a professora não foi capaz de interpretar. Por que não pediu à Margarida para explicar-se dando-lhe oportunidade de expor o seu pensamento?

A professora errou.
As crianças criativas podem ter muitos dissabores na escola. Mas não devem ser proibidas de expor a sua imaginação. Essa característica deve ser acarinhada e estimulada.

As crianças enfrentam as situações escolares com uma série de convicções, valores, teorias e crenças a respeito da sua própria eficácia e que afectarão as metas e os resultados por elas obtidas.

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